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Voilà, Magnifique Romildo!

por Orlando Rodrigues Ferreira O autor, apesar de considerar o idioma como algo dinâmico, optou por não adotar o novo acordo ortográfico para a língua portuguesa por julgar não ser este totalmente adequado, além de contrariar estilos de linguagem, cultura e nacionalidade. Solicita-se, portanto, manter o presente texto na grafia original após eventuais revisões.   Quando perdemos um amigo ficamos tristes pelo fato deste levar consigo um pouco do nosso próprio desejo de viver, algo importante que partilhávamos, muito ou pouco, com ele. Entretanto, devemos pensar que, de nosso amigo, permanece o legado da sua alegria e felicidade de vida, por isso, nossa tristeza não se justifica plenamente. Por que ficamos dolentes e, muitas vezes, choramos se fomos agraciados com algo que, apesar de intangível e imponderável, tanto nos acrescenta humanamente? Como outros que partiram sem nos avisar, Romildo Póvoa Faria deixou-nos essa mesma dúvida e, igualmente, a transmitiremos para.
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O PARADOXO DE OLBERS – POR QUE A NOITE É ESCURA?

por Renato da Silva Oliveira   Este texto foi desenvolvido a partir de anotações utilizadas numa palestra proferida por mim na Escola Municipal de Astrofísica de São Paulo, em meados dos anos 80. Procurei não evocar considerações matemáticas na parte principal do texto. Para os interessados, há apêndices com resumos de desenvolvimentos matemáticos que permitem justificar as afirmações do texto principal.   “E Deus disse:  — Faça-se a luz! E a luz se fez. E Deus viu a luz, que era boa; e Deus separou a luz das trevas. E Deus chamou a luz de dia e as trevas de noite. E a tarde e a manhã foram do 1º dia.” Gênesis   Heirich Wilhelm Olbers nasceu em 1758 na pequena cidade de Arbergen, na Alemanha. Seus trabalhos como astrônomo incluem a elaboração de um novo método para a determinação das órbitas de cometas; a descoberta de 6 cometas, um dos.
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A PÁSCOA E AS FESTAS MÓVEIS CRISTÃS

por Renato da Silva Oliveira     Este texto foi criado em sua forma original em janeiro de 2000 para o primeiro boletim “Você Sabia …“, distribuído gratuitamente pela AsterDomus para escolas de Ensino Básico. Na versão a seguir foram feitos apenas alguns cortes, em trechos sobre estações do ano e outros temas que seraõ abordados em textos específicos.   A Páscoa é determinada através de cálculos astronômicos baseados em antigos calendários e convenções. Em nosso calendário, ela corresponde ao primeiro domingo após a primeira Lua Cheia (obtida de uma tabela baseada no ciclo metônico) que ocorre durante ou depois de 21 de março. A data 21 de março foi escolhida como padrão para o dia da entrada na Primavera no Hemisfério Norte da Terra, o que, de fato, nem sempre ocorre. Essa data é, também, sempre próxima à da entrada do Outono no Hemisfério Sul de nosso planeta. A Origem da Páscoa Muitos povos antigos, como os.
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Carl Sagan — in memorian

por Renato da Silva Oliveira   Este texto foi gerado em 21 de dezembro de 1996, um dia após a morte de Carl Sagan. Na época, saiu com pequenos cortes e alterações de copy desk em alguns boletins, fanzines e revistas de circulação restrita. Carl Sagan era uma das raríssimas pessoas que me fazem sentir menos solitário. Alguém com quem, mesmo sem nunca ter tido contato presencial, eu compartilhava muitos sentimentos e pensamentos. Nutria por Carl Sagan profundo respeito e admiração e este in memorian é uma singelíssima homenagem ao que ele representou e representa para a Ciência, para a divulgação científica e, particularmente, para mim.     CARL SAGAN — UMA ESTRELA DE 1ª MAGNITUDE Há momentos em que somos tomados por uma profunda sensação de perda, bem diferente daquela que sentimos com a perda de entes queridos próximos. Uma sensação mais sóbria, menos desesperadora, porque nos atinge de maneira mais.
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A MASSA DO UNIVERSO

por Renato da Silva Oliveira   O texto a seguir teve uma primeira edição, bem diferente desta, preparada no início dos anos 90 para a revista “Diário de Bordo”, um fanzine de aficcionados do seriado Star Trek (o “Jornada nas Estrelas”, do Sr. Spock et al). Na época, eu era um dos editores da Editora Aleph, que publicava livros de ficção científica, inclusive muitos com episódios desse famoso seriado. Não sei ao certo quem foi o idealizador do engenhoso modelo descrito no texto. Lembro, entretanto, que quem me descreveu esse modelo pela primeira vez foi o Prof. Acácio Riberi, na Escola Municipal de Astrofísica de São Paulo, por volta de 1978 ou 1979. Obviamente, então, termos como “matéria escura”, “energia escura”, “machos” e “wimps”, eram completamente desconhecidos na época. O modelo, portanto, diz respeito ao Universo antes dessas inconvenientes incógnitas tão propaladas a partir dos anos 90, ou seja, aos.
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