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Carl Sagan — in memorian

por Renato da Silva Oliveira Este texto foi gerado em 21 de dezembro de 1996, um dia após a morte de Carl Sagan. Na época, saiu com pequenos cortes e alterações de copy desk em alguns boletins, fanzines e revistas de circulação restrita. Carl Sagan era uma das raríssimas pessoas que me fazem sentir menos solitário. Alguém com quem, mesmo sem nunca ter tido contato presencial, eu compartilhava muitos sentimentos e pensamentos. Nutria por Carl Sagan profundo respeito e admiração e este in memorian é uma singelíssima homenagem ao que ele representou e representa para a Ciência, para a divulgação científica e, particularmente, para mim.     … CARL SAGAN — UMA ESTRELA DE 1ª MAGNITUDE Há momentos em que somos tomados por uma profunda sensação de perda, bem diferente daquela que sentimos com a perda de entes queridos próximos. Uma sensação mais sóbria, menos desesperadora, porque nos atinge de maneira mais.
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A MASSA DO UNIVERSO

por Renato da Silva Oliveira   O texto a seguir teve uma primeira edição, bem diferente desta, preparada no início dos anos 90 para a revista “Diário de Bordo”, um fanzine de aficcionados do seriado Star Trek (o “Jornada nas Estrelas”, do Sr. Spock et al). Na época, eu era um dos editores da Editora Aleph, que publicava livros de ficção científica, inclusive muitos com episódios desse famoso seriado. Não sei ao certo quem foi o idealizador do engenhoso modelo descrito no texto. Lembro, entretanto, que quem me descreveu esse modelo pela primeira vez foi o Prof. Acácio Riberi, na Escola Municipal de Astrofísica de São Paulo, por volta de 1978 ou 1979. Obviamente, então, termos como “matéria escura”, “energia escura”, “machos” e “wimps”, eram completamente desconhecidos na época. O modelo, portanto, diz respeito ao Universo antes dessas inconvenientes incógnitas tão propaladas a partir dos anos 90, ou seja, aos.
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ASTRONOMIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

por Renato da Silva Oliveira (em 2000)   Em meados dos anos 90 esteve em curso uma grande revolução na educação oficial para jovens e crianças em nosso país. Ainda que sua fundamentação teórica tenha sido fortemente consistente e substanciada nos altos escalões da gestão educacional oficial, no âmbito federativo, a implementação prática das propostas, sugestões e imposições nas redes públicas estaduais e municipais confrontou com uma realidade imbatível em sua obstinação pela inação, particularmente pela incapacidade ou inabilidade das instâncias gestoras governamentais de conquistar corações e mentes dos professores, e principalmente, de promover uma revolução paralela na formação dos novos professores e na re-capacitação dos atuais. Assim, com resultados bastante significativos sob aspectos quantitativos, mas pífios quanto à qualidade, a revolução educacional da segunda metade dos anos 90, deixou como legado para o terceiro milênio, além de uma “herança bendita” pela inclusão de milhões de jovens nos cursos fundamentais,.
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OS ECLIPSES

por Renato da Silva Oliveira Desde os tempos em que eu lecionei no curso de Astronomia para Principiantes na Escola Municipal de Astrofísica  —  como auxiliar do Prof. Acácio Riberi, na primeira metade dos anos 80 — tive que gerar muitas imagens esquemáticas e textos explicativos sobre tópicos da Astronomia. O Prof. Acácio costumava dividir as aulas em duas partes: na primeira, ele explanava magistralmente, de maneira fluida, sobre o assunto em pauta; na segunda, deixava para mim os detalhes mais maçantes e alguma operacionalização de conceitos. Além disso, fora dos horários do curso, os alunos podiam tirar dúvidas comigo, o que me forçou a desenvolver alguns recursos didáticos, não por talento e iniciativa pessoal, mas por necessidade mesmo. Este texto sobre os eclipses contém uma síntese desse material, reconfigurado em 2002 para um curso de astronomia para professores do Ensino Médio. Um Pouco de História Eclipses são fenômenos astronômicos.
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A ESTRANHA DESCOBERTA DA AUSTRÁLIA

por Pierluigi Piazzi     Logo depois da Lua Nova, quando vemos apenas uma finíssima foice iluminada, uma observação mais atenta nos leva a uma descoberta interessante. Se você prestar bastante atenção verá que, apesar da luz do Sol iluminar a Lua meio na contra-luz (tanto é que só uma fina foice brilhante aparece do nosso lado) o restante de seu disco é fracamente visível. Se um astronauta estivesse na superfície da Lua em algum ponto da foice iluminada pela luz direta do Sol, diria que é dia. Se estivesse do lado escuro diria que é noite.   Mas… de onde vem a luz que ilumina fracamente o lado escuro? Antigamente havia pessoas que pensavam que a Lua fosse uma gigantesca bola de vidro semi-transparente e que a luz fraca do lado noturno nada mais era que a luz do Sol passando através do “vidro”. O grande gênio do renascimento,.
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